simpático e parassimpático — o duelo invisível que define seu descanso

10/29/20251 min read

Você já percebeu como, às vezes, o corpo parece não “desligar”?

Mesmo deitado, a mente corre, o coração acelera, o sono não chega.

Não é falta de vontade. É o seu corpo preso no modo errado.

Você sabia? Dentro de você existe um sistema automático — o nervoso autônomo — que comanda tudo o que acontece sem você pensar: batimentos, respiração, digestão e até o sono. Ele tem dois modos principais: o simpático, que acelera, e o parassimpático, que acalma.

O modo turbo: sistema simpático

Imagine que seu corpo tem um acelerador.
Quando há estresse, preocupação ou muita luz à noite, esse pedal fica preso no fundo.

O cérebro entende que há perigo e libera adrenalina: o coração dispara, o estômago desacelera, os músculos se preparam pra agir.

É ótimo pra fugir de um leão — mas um desastre quando o leão é só o seu celular piscando às 23h.

O modo reparo: sistema parassimpático

Agora pense no freio.
É o parassimpático que diz: “Tá tudo bem. Pode descansar.”

Ele diminui batimentos, ajuda na digestão, relaxa os músculos e ativa os processos de regeneração.

Durante o sono profundo, é ele quem comanda a faxina do corpo, reduz inflamações e melhora o humor.

Dormir bem é deixar esse freio atuar — e isso é um sinal de equilíbrio, não de preguiça.

Como mudar o modo do seu corpo

O segredo está em criar o ambiente e os hábitos certos pra “chamar” o parassimpático.
Você pode começar hoje mesmo:

  • Respire fundo: inspire pelo nariz e solte o ar mais devagar. O corpo entende que o perigo passou.

  • Crie um ritual noturno: desligue telas, reduza luzes e coloque uma música suave.

  • Abrace o conforto: um colchão que acolhe, travesseiros respiráveis e um quarto fresco fazem seu corpo se sentir seguro.

Dormir bem é mais do que descansar — é permitir que o corpo lembre que pode parar de lutar.
E esse é o primeiro passo pra acordar de bem com a vida… e com você mesmo.